No estudo realizado, o processo denominado “Uberização” deteriora a saúde de motoboys da forma como está posta.
“O cenário é trágico”, relata a socióloga Ludmila Abílio, pesquisadora visitante da DEDH e coautora do dossiê que traz dados negativos em relação ao exercício da profissão entregadores – motoboys, precariza o setor e coloca em xeque o futuro destes profissionais.
Veja alguns dados que foram resultados da pesquisa com os entregadores.
- 65,7% já sofreram acidentes.
- 43,7% trabalham mais de 60 horas semanais.
- 40% trabalham 7 dias por semana.
- 90% são do sexo masculino.
- 59,5% são negros ou pardos.
- 50% dizem que esse trabalho não é “bico”.
- 51,9% tem entre 30 e 49 anos.
Outra conclusão obtida pelo dossiê é que a “Uberização” diminuiu drasticamente o salário – remuneração mínima e as proteções legais (direitos trabalhistas) dos entregadores.
O documento finaliza sugerindo medidas inspiradas nos modelos de cogestão e gestão participativa do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), que visam proteger esses trabalhadores e transformar o progresso tecnológico em evolução social – e não em retrocesso e recomenda também a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) como base para o reconhecimento da subordinação desses trabalhadores às plataformas digitais.
CLIQUE AQUI e leia nas páginas 6, 7 e 8 o dossiê na íntegra.